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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Casa de boneca ou casa de gente?




Essa febre de mini-casa ta me deixando meio encafifada... Pensa numa tendência que me deixa muito confusa?

Bonitinho, mas nao sei nao...


Sendo muito mente aberta, eu vejo que sim, existem vantagens de se viver numa Tiny House. Todas essas vantagens são validas para determinados estilos de vida. Eu não acho que o meu se enquadre - pelo menos, não no momento. Mas entendo o apelo financeiro, a simplificação, a praticidade... e acima de tudo: essas casinhas costumam ser muito bonitinhas! Isso sim eu admito. Admito a ponto de querer fazer um post inteiro dedicado a elas - casinhas de boneca "vida real".

Se bem que tem umas casinhas de boneca bem grandinhas, né?


Alem disso, o negocio esta tao serio aqui nos EUA, que até férias em casas pequeninas as pessoas estão tirando. Tem até site exclusivamente dedicado pra isso!


Então, aproveitando os estudos do curso de interior design, e considerando que é bom conhecer de tudo um pouco (mesmo que nao seja do nosso agrado imediato), seguem abaixo as tiny homes que eu até arriscaria passar uma ou duas noites...

Nao tem como negar que a luz natural é bem mais gostosa que luz artificial... E no meio do mato (ou em outra area onde vc possa "estacionar" sua casinha), preocupação com privacidade deve ser minima né?

Casinha pequenina nao significa acabamentos medíocres... Facilmente faria algo similar a esse design numa casa tamanho "standard"


E aproveitamento de espaço nao significa "falta de espaço"... Olha o tamanho da geladeira que colocaram nessa casinha?

E sem sacrificar toques pessoais (como as plantas) ou conforto... 

Falando em conforto...
E esses quartos?

Pequeninos, mas parece que nao falta nada né?

Ok, esse aqui ta demais... com esse visual então... ta me seduzindo...


E pra fechar o post com chave de ouro, algumas das minhas tiny homes favoritas:












quinta-feira, 18 de maio de 2017

ID: Ambientes Monocromáticos




Lembra quando eu falei que comecei um curso de Interior Design no New York Institute of Art and Design? Pois é, continuo estudando, termino esse ano :)

Todas as unidades tem um tópico sobre cor, e na atual, estamos estudando sobre ambientes monocromáticos.



Eu, sinceramente, nunca cogitei a hipotese never-ever na vida de fazer qualquer cômodo da minha casa monocromático... Mas comecei a refletir sobre isso antes mesmo do curso, quando fui a trabalho no hotel SLS de Miami (e depois no SLS de Las Vegas) e entendi o impacto de um ambiente de uma so cor:

Quarto do SLS de Miami: so isso, mas TUDO isso.

Quarto do SLS de Las Vegas: amei esses tons de cinza e preto contrastando com o branco predominante no resto do quarto... Nao tao monocromatico como Miami, mas ainda assim, impactante...

Esse decor tao único, tao diferente é do Philippe Starck - um genio do design moderno. 

Os quartos do hotel Delano em Miami também foram idealizados por ele

Ele cria não so ambientes, como produtos, e é reconhecido no mundo todo por assinar projetos para clientes como Microsoft, Baccarat, dentre outros. O TED Talk dele é muito legal!

Olha que lindo esse mouse que ele desenhou pra Microsoft!



E esse lustre para a Baccarat??? Ja viram algo parecido no mundo???



Essa cadeira voce provavelmente ja viu por ai... é a Louis Ghost Chair... uma peça icônica criada por ele, inspirada pelo passado, ja que ela lembra a forma das cadeiras Louis XV, e pelo futuro, vide o uso de material moderno, barato e pratico. Como falei: gênio!


Mas chega de Starck - o assunto são ambientes monocromáticos. É que eu não podia deixar de falar dele por razoes que eu espero que agora estejam claras... Mas e nos? Que moramos em casas de verdade, com sujeiras, e cômodos onde pessoas reais habitam, sem gente limpando 100% do tempo? Como fazer?

O que eu entendi, até então, é que no design desses ambientes, nos nunca usamos uma uma cor so, pura... E o melhor exemplo são as variações de tintas brancas: tem vários tons de branco, e que são mesmo diferentes! Os "undertones" e as diferenças nas misturas acabam puxando mais pro quente (com undertones vermelhos, laranjas, amarelos) ou pro frio (com undertones azuis, verdes, violeta), e assim voce acaba tendo ambientes "brancos" quentes e frios:

Aqui ta quente...

Aqui ta frio...

Na verdade, nao é que um cômodo quente ta literalmente "quente", mas a luz amarela e o contraste do chão de madeira clara torna o ambiente mais...  acolhedor, talvez? Ja na foto do cômodo frio, ele parece todo mais fresco, como se uma brisa constante estivesse passando por ali...

Ok, mas branco é branco. Por mais lindo que seja, pensa nisso numa casa com criança? Ou melhor: com uma gatinha preta que tem acesso a TODOS os lugares da casa? Não da...

Então, vamos para outras cores... As próxima fotos, são de ambientes em tonalidades mais factíveis na vida real, que talvez eu até adotaria na minha casa, um dia, quem sabe...


Amarelo??? Sim!!! 


Olha quantos tons de amarelo: a parede, clarinha num tom pastel, os criados-mudo amarelos mesmo, o amarelo natural da folhagem da foto, o amarelo quase dourado dos detalhes na cama, e o amarelo encarnado no desenho do tapete...


Uma sala assim parece que é dia o tempo todo né?



GENTE!!! Olha que ambiente azul mais lindo!!!



E esse, também azul, so que em tons mais claros? Um luxo!


E um quarto Tiffany Blue? Que é meio verde né? Mas enfim, conheço muitas mocinhas que iam amar esse glamour...




E a sutileza desse ambiente todo bege?



Nada chato né? Sem mesmices... Provando que bege pode ser dinamico!


E muito acolhedor e comfortável!

Ok... Esses foram alguns exemplos de ambientes que eu conseguiria ter na minha casa, olhar pra eles todos os dias e não me sentir presa num universo de uma cor so... 

Por outro lado, tem uns designs monocromáticos que são bem bonitos mas muito, muito, muito marcantes... Confesso que não sei se saberia conviver com espaços como os das fotos abaixo... E voce?

Roxo, roxo! Sem medo!


Amo laranja! Mas nao sei se dou conta de uma salinha dessas... ja to com calor so de olhar!


Esse cinza ta muito cinza, né? Mesmo com o verde la de fora, e a plantinha dentro... Compara com o ambiente cinza da primeira foto desse post... La, o cinza ta mais frio, mais prateado... Nessa, o cinza parece que vai sair da foto e me pegar... Ai!!!
(o que prova que cores neutras não são necessariamente sinônimo de "apagadas")

E esse vermelho que não ta de brincadeira?

E esse verde festa-na-floresta?


Super imagino uma menininha falando "quero TUDO rosa!"

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O que aprendi na Tailandia



E nao é que fomos parar na Tailândia mesmo?

Na praia de Phi Phi, num dos muitos passeios a pé que fizemos com esse cenário...


Até agora estamos tentando assimilar a experiência que foi essa viagem, e quando comecei a escrever aqui, pensei em narrar a viagem assim como ela aconteceu... E apesar de termos conhecidos varias pessoais legais, termos dicas praticas boas, e podermos explicar tecnicamente vários pontos da viagem, o fato é que essa foi uma experiência muito além do entrar no avião com amigos e roteiro... Então, se voce esta esperando um post "guia", sinto desapontar, mas não sera esse...


Pronto! Uma foto de um mapa colorido pra nao desapontar muito as pessoas...

Em seu especial do Netflix, Trevor Noah fala que "viajar é o antidoto da ignorancia", e recomenda que todo mundo viaje muito. Eu sempre gostei de viajar, mas confesso que sempre visitei destinos "seguros", e apesar de ter um espirito (relativamente) aventureiro, eu sou rápida a me entregar a uma ideia de cruzeiro nas Bahamas ou all-inclusive resort no Mexico: a vida simplesmente fica mais fácil assim - essas são as viagens de férias que eu considero FÉRIAS.

Curtindo um "dolce far niente" em Cancun...


E ir pra Tailandia nao foram essas férias ai de cima: acordei cedo praticamente todos os dias, suei nas caminhadas, nos tuk-tuks, nos barcos, esperei em muito aeroporto (e porto), ficamos em hotéis semi-comfortaveis, tivemos que decidir o que comer (e onde comer) todos os dias 3 vezes ao dia... Enfim, essas coisas que quando voce esta de férias "pernas pro ar" normalmente voce não se preocupa...

Mas essa dinamica trouxe coisas boas. Muito boas. Umas delas foi que acabamos explorando lugares e tendo tempo para analisar algumas coisas com calma, que se estivéssemos no esquema resort-relax, não teríamos explorado. Exemplo: numa das esperas de aeroporto, resolvemos entrar numa farmácia. E foi ai que li (ou tentei ler) com calma os rótulos de muitos cosméticos que as asiáticas de maneira geral usam. 70% deles tem como objetivo clarear a pele. Os outros 30% são dedicados a evitar/tratar acne, envelhecimento e promover hidratação. Muitos deles contem ingredientes como veneno de abelha ou de cobra, muco de lesma (mucina), pérola, caviar...






Eu me senti MUITO segura. Apesar das ruas cheias nas grandes e pequenas cidades, da pobreza evidente, bem como diferenças sociais, o povo tailandês é muito educado, e a violência não parece ser uma realidade do dia-a-dia deles. Estivemos em festas com mais  de 50 mil pessoas, muito álcool e muita oportunidade para brigas. Não vimos nenhuma. As pessoas simplesmente parecem ter uma natureza pacifica. 

Estivemos nessa festa (Full Moon party em Koh Phangan)

E estivemos nessa festa (Songkran na Khao San Road, em Bangkok). ZERO CONFUSAO
Pelo que entendi, muito disso se deve a religião: a maioria dos tailandeses são budistas, e por isso, acreditam em karma - se voce fizer algo com alguém, bom ou ruim, o mesmo vai voltar pra voce... Interessante ne? Essa lição foi meio dura, porque sempre acreditei que um dos problemas de violência no Brasil era devido as injustiças sociais, mas como explicar a violência num contexto de pais que se diz religioso? A maioria esmagadora de brasileiros acredita em Deus e pratica uma religião crista... E os pecados? E as consequências de quem pratica a violência? Porque não pensamos da mesma forma que os tailandeses?



Outra coisa incrível: Conrado e eu nos conectamos nível oitavo-dam-faixa-preta-dupla. Não sei se era o fato de simplesmente não entendermos nada do que estava ao nosso redor (não so a lingua deles é outra, como o alfabeto também), e tudo ser novo e misterioso, mas alguma coisa aconteceu que clicou nas nossas cabeças e ficamos muito unidos. Mas sem forçação de barra: estávamos simplesmente curtindo as coisas juntos, meio que em piloto automático, e num dado momento percebemos quão conectados estávamos um com o outro. E notem que não estávamos no lugar mais romântico do planeta - sim, estávamos la pra um casamento, cercados de casais - mas os momentos onde a coisa veio a tona mesmo foram tão aleatórios e não-programados que acabaram chamando nossa atenção... Não tivemos nenhuma conversa profunda, nenhum momento de catarse, nada disso: parece que estávamos ambos presentes. Não estávamos focados no passado, nem no futuro. Estávamos ali. Naquela hora. Naquele momento. Juntos. Eu, que pratico yoga, tento meditar e sou familiarizada com a pratica de mindfulness fiquei boquiaberta com a naturalidade como as coisas aconteceram... O que aprendi: deixa vir. Deixa fluir... Nenhum esforço de concentração é necessário pra viver no presente...

Num dos muitos voos, apenas sendo felizes juntos...


Outras coisas que também foram aprendizados muito marcantes:

Elefantes
Nao so os elefantes que vimos, mas o simbolismo: o elefante esta em todos os lugares - cervejas, templos, souvenirs, tudo. As razoes são religiosas também, pelo budismo e hinduísmo, mas mesmo quem não sabe muito sobre eles, sabe isso: trata-se de um animal encantador. Um gigante de cara mansa. Um bicho que poderia destruir tudo se quisesse, a patadas, mas ao invés disso, se comporta pacifica e calmamente... Ja entenderam a lição né?

Lembrancinhas com elefantes que trouxemos para nossa casa...

E lembrancinhas para amigos...


Flores e cheiros
Eu sou chegada numa interação com a natureza, e reparo muito nas cores e cheiros. Na Tailândia, essas cores e cheiros são espetaculares. Você sente o aroma de jasmim ate nas zonas urbanas. Arvores de frangipani são tao comuns quanto castanheiras. Orquídea é mato: tem em todos os lugares. Eles usam muito incenso a base de sândalo, e colocam esses incensos acesos nos jardins e templos em frentes as casas, confundido um pouco nossos sentidos: de onde esse cheiro tao único vem? Não pode ser dessa flor! Não pode ser desse jardim! E ai voce vê a fumacinha e se da conta do incensinho queimando la no meio... Ao mesmo tempo, no mesmo passo que voce sentiu aquele cheiro maravilhoso, vem um cheiro forte de fritura ou de esgoto, e no proximo passo cheiro de flor novamente... Esse contraste me fez relembrar o quanto os contrastes são importantes: o que adianta sentirmos so cheiros deliciosos, sem termos conhecimentos dos cheiros ruins? Sem a dicotomia, não conseguiríamos apreciar - não conseguiríamos nem reconhecer! - o que é bom...



Sabores
A gente ja comia comida tailandesa aqui nos Estados Unidos, então não estávamos completamente despreparados: sabíamos bem o que pedir e o que comer. Mas como ja podíamos imaginar, a comida local tem um enoooorme diferencial - os ingredientes locais. Aqui, comemos tom kha ou pad thai deliciosos, mas na Tailândia... Os sabores são mais frescos, talvez porque alem dos ingredientes 100% locais e naturais, eles vem acompanhados da vibe local. Um fator super positivo: com minha dieta pescetariana eu me dei super bem, ja que por la não faltam frutos do mar e peixes, bem como o melhor tofu que ja experimentei, e muitas frutas deliciosas. A dieta deles é super balanceada, as pessoas tem aquela disposição em tempo integral que nós, comelões do ocidente, parece que estamos perdendo com nossas comidas envenenadas e em porções exageradas...

Tom Kha é essa sopinha a base de leite de coco... Normalmente feita com frango, eu pedia a minha so com vegetais ou com tofu...
E esse Pad Thai de camarão era meu prato básico: comi quase todos os dias.


E logico: frutas frescas... deliciosas!


Eu sei que nao estou fazendo jus a todas as coisas maravilhosas que vivemos, mas como falei no começo, essas são coisas que aprendi, que não sabia antes (ou tinha esquecido), mas que so vivi porque estive la, em primeira pessoa, sentindo essas sensações, tendo esses momentos... Minha única recomendação é: visite.