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domingo, 11 de junho de 2017

De volta as carninhas... e MACROS




E depois de 6 meses numa dieta pescetariana, resolvi voltar a comer carne.

Existe toda uma parte filosófica que ainda me deixa super dividida, mas a verdade é que eu estava compensando a falta de carnes em carboidratos - e isso não estava legal pra minha saúde... Nos últimos meses eu ate tentei ajustar melhor os consumos, mas na casa da massa e do vinho, esse é um objetivo difícil...

Outro assunto que ainda não falei por completo aqui, mas prometo que estou preparando um post completíssimo sobre, é que estou fazendo Crossfit. No mínimo 5 dias por semana. Gente, HAJA shake de proteína, ta?! O gasto calórico dos treinos é alto, mas se voce esta com planos de emagrecer é importantíssimo manter uma dieta "lean" - e o meu consumo excessivo de carboidratos não estava ajudando...

Enfim, faz uns 10 dias que voltei a comer carne e estou me sentindo ok. Eu não digiro carnes (proteínas de maneira geral) muito bem, então tenho que ter atenção no horário e forma como estou consumido-as, mas queria trazer esse update a tona, porque apesar de ter voltado a comer carne estou prestando MUITA atenção de onde ela vem - frango, so orgânico, com dieta vegetariana, e criado livre. Boi também tem que ser os alimentados naturalmente. Prestando atenção a esses detalhes talvez eu tenha mais sucesso nesses próximos 6 meses...

E se nao, daqui a pouco volto pra fazer um update sobre qual dieta estou seguindo...

A segunda noticia é que decidi tentar uma dieta que conta/calcula o consumo de macronutrientes. Pra quem conhece a dieta ZONE, trata-se de um conceito parecido: voce divide seu consumo de carboidratos, proteínas e gorduras de acordo com seus objetivos, e controla o consumo dos mesmos com base nos números. 

Por exemplo, numa dieta para perder peso, voce pode considerar as proporções 50/25/25 - onde 50% do seu consumo diário deve ser de carbs, 25% proteína e os 25% restantes de gordura. Você calcula isso em cima do valor de calorias, então digamos, 1600 cal por dia. Multiplique cada um desses números pelo total de calorias por dia, então 1600 * 0.50 = 800. Agora vem a parte que exige um pouco de conhecimento: 1 grama de carboidrato tem aproximadamente 4 calorias. Então para chegar na quantidade correta de carbs por dia você tem que dividir o resultado da conta acima (800) pelo numero de calorias por grama, nesse caso dos carboidratos. Então 800/4= 200g. Ou seja, numa dieta de 1600 calorias por dia 50/25/25 você deve consumir 200g de carboidratos por dia. E assim sucessivamente para as gorduras (que tem aproximadamente 9 calorias por grama) e proteínas (aproximadamente 4 calorias por grama). Entenderam?

(Eu sei que pode ser complicado, mas tem apps que calculam isso pra você, como o myfitnesspal).


Para ajudar a me manter na linha, comprei umas belezuras super úteis, que pelo jeito serão minhas melhores amigas nesses próximos meses de dieta:

Balança de alimentos - porque se vocês repararem na conta acima o resultado sai em gramas... Então precisamos pesar as coisas de forma correta, ne?

Xícaras e colheres medidoras - a verdade é que eu quase nunca meço as quantidades das receitas que faço, normalmente vai tudo no olhômetro... Mas, dessa vez, resolvi fazer a coisa bem feita e comprei esse kit lindorrerrimo!!!


E comprei também essas caixas-marmita, para controlar as porções do que eu for preparando (e poder preparar coisas com atencedencia e deixa-las prontinhas na geladeira). A parte excelente desses recipientes é que eles podem ir na lavadora de loucas, microondas, freezer...


Vamos ver se essa dieta é "das boas" mesmo...



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Feijao na slow cooker





Eu ja falei, em detalhes, sobre a slow cooker.

E como acho que seu uso não é muito difundido no Brasil, eu não fico dando receitas das delicias que rolam por aqui com essa panelinha magica... Mas resolvi abrir uma exceção pro feijãozinho...

O negocio é que eu nao gosto de panela de pressão: tenho medo. Medo, mesmo. E apesar da mamãe, minha vizinha de porta, sempre cozinhar feijão delicia, é bom saber que eu mesma tenho habilidade pra me virar e fazer meu próprio feijãozinho de vez em quando...

Entra em cena novamente, minha slow cooker :)

Vamos no passo a passo então, ate porque quero mostrar como o negocio é fácil:


Primeiro de tudo: "cate" o feijão. Eu uso um feijão parecido com o feijão carioquinha brasileiro, que aqui nos EUA se chama "Pinto" (é sério). Eu ja fiz com feijão preto também, mas para fins dessa receita especifica, vamos falar dos Pinto Beans: eles são mais macios. Ainda assim, eu os deixo de molho durante a noite porque diz a lenda que deixar feijão de molho, alem de acelerar o cozimento, evita dar gases...


No dia seguinte... Escorra o feijão, enxague bem (uma, duas, três vezes... ) e direto pra panela! Pra uma libra de feijão  (mais ou menos meio quilo), eu coloco uma cebola (grande) inteira picadinha...


...E uma colher bem cheia de alho também picadinho... 

...Duas folhas de louro... (acho que o sabor do louro da o "toque"!)...

...Uma caixa de caldo de vegetais. Para isso tenho que fazer uma observação: caldo de caixinha é o mesmo que voce usar um cubinho de temperos (desse como da Maggi, Knorr...) e dilui-lo em agua. O lance com os caldos de caixinha, ja líquidos, é que eles vem com menos sódio do que os cubinhos concentrados... E também, como eu não to comendo carne, eu uso esse caldo de vegetais... O "gostinho" normalmente vem dos caldos que tem bacon, carne, etc... Mas mesmo com o de vegetais fica gostoso...

... Sal a gosto (eu uso esse sal iodado porque iodo é importante pra gente...)...

...Pimenta do reino (eu coloquei um pouco de pimenta vermelha  - cayenne pepper - no ultimo que fiz, e apesar de ter ficado gostoso, ficou mais picante.... então esse é outro ingrediente que fica a gosto do freguês)...

...Uma colher raza de vinagre de maça: outro segredinho que aprendi aqui, e que garante o bom cozimento dos feijoezinhos...

E é hora da magica! Aperte POWER -> Program

Com as setinhas do lado, coloque a quantidade de horas (no caso do feijão, são 4 horas)...
Selecione se o cozimento é HIGH ou LOW - 4 horas em HIGH fica no ponto - mas se voce quiser aquele feijão que ja tem um sabor mais apurado, com todos os temperos 100% integrados em cada grao, selecione 8 horas em LOW...

Quando voce apertar ENTER, vai aparecer essa mensagem "COOK" - ou seja, ja ta cozinhado!!! UEPA!!!


4 horas depois... TCHARAN!!!!!! Feijão fresquinho, pronto para o almoço!!! VIVA a SLOW COOKER!!!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Forever on vacation








Vir morar nos Estados Unidos foi realizar um sonho: sempre que vínhamos para ca, eu idealizava essa vida de parques da Disney, compras em outlet e férias eternas que, obviamente, não necessariamente condizem com a realidade. Mas isso não quer dizer que, de uma forma ou de outra, acabamos vivendo constantemente de férias... Enumerei algumas razoes por que me sinto assim:

1) Paz
Sempre que conversamos com amigos, temos essas noticias cabeludas do Brasil, de pessoas que sofreram atos de violência: assaltos, sequestros ou até mesmo, assassinatos. Isso, por si so, ja nos deixa extremamente tristes, mas existe a outra violência, meio que indireta: a de estar sempre atento para que nenhuma dessas coisas aconteça. Sao prédios com porteiros e portas de garagem modificadas para segurança, cameras por todas as partes, olhar varias vezes ao seu redor antes de entrar no carro, sair do carro, ir ao banco, sair do banco, ir na padaria, sair da padaria... Eu sei que a gente se habitua, mas não deveríamos. Esse é o tipo do costume que eu não faço questão de ter mais na minha vida... Ter essa paz me da uma sensação de "descanso" - bem parecida com aquelas férias despreocupadas na beira da praia ou num friozinho da montanha...



2) Tempo
Eu sei: tempo passa igual pra todo mundo. Mas aqui, por causa de umas praticidades do dia-a-dia a gente acaba tendo mais tempo. Seja porque as estradas são melhores, e voce chega do ponto A a B mais rapidamente; seja porque os supermercados tem opções ilimitadas com preços justos; enfim, como falei inicialmente, sei que o tempo passa igual em todos os cantos, mas a gente simplesmente consegue fazer mais coisas. Quem ja veio aqui, sabe a alegria que é chegar no Walmart e fazer compras - de eletrônicos, cosméticos, roupas ou qualquer outra coisa - a qualquer hora. Pra quem é capixaba, isso tem um peso ainda maior, ja que o comercio não abre aos domingos e feriados, limitando os horários para conseguir fazer coisas básicas...  Sabe quando a gente esta de férias, sem pressa, e tem a oportunidade de ir comer tarde, ou ficar "na rua" batendo perna, vendo vitrines, sem se preocupar com a hora? Pois é...




3) Dinheiro
Na mesma categoria de tempo - dinheiro é dinheiro. A diferença é o que o dinheiro pode comprar aqui é diferente do que o dinheiro compra no Brasil: voce não precisa de uma renda ridiculamente absurda pra ter o carro do ano, uma casa nova, uma vida digna... Claro, muito da questão financeira depende de cada um, porém não é justo que no Brasil voce compre uma garrafa de vinho 300% mais cara que a mesma garrafa aqui... Ter um orçamento é parte das férias (pelo menos, das nossas férias - não temos fundos ilimitados!) - e viver aqui, parece um pouco isso: sei exatamente quanto as coisas custam, custaram e vão custar... Da pra se planejar e gastar, sem medo...



4) Diversão
Ok, o Brasil é bem divertido. Em Vitoria, tive alguns dos fins de semana mais divertidos da minha vida - desde participar de enduros de aventura, passear de barco, encontrar com amigos no Abertura e por la ficar horas e horas e horas... Mas aqui também fiz muitas dessas coisas (menos Abertura rs): participei de meia-maratonas e outras corridas lindas e divertidas, passeio de barco (uns ate bem grandiosos, desses que da pra dormir dentro enquanto conhecendo as Bahamas, Grand Cayman, Mexico...) e, fora os parques da Disney, Universal e outros... Lógico, não é o estilo de todo mundo, mas pra quem gosta, isso aqui é o paraíso. Mas o mais louco, é que essas atividades não são raras ou sazonais - são coisas que podemos fazer sempre, e isso da um gostinho especial...

Muitas dessas coisas, tem a ver com o estilo de vida, mas entre os itens e razoes acima, e os passarinhos cantando no meu quintal, eu pessoalmente me sinto constantemente de ferias.












sábado, 29 de abril de 2017

Títulos, carreiras e importancias




Quando cheguei na América e resolvi abandonar a carreira jurídica, muita gente me questionou - tipo, muita. Eu estava fresquinha do meu mestrado na Italia, com um ano e quebradinhos de experiência como professora de ensino superior, e um mundo de possibilidades de carreiras, especialmente acadêmicas... Mas não quis nada disso: virei as costas, e não olhei mais pra trás.

Formatura de Letras - porque eu ja queria fazer varias coisas ao mesmo tempo desde sempre.


E aqui, comecei a trabalhar integralmente com turismo. E me apaixonei. Acho que todo mundo sabe disso - e vê, hoje em dia, que eu estou feliz com a escolha profissional que fiz.

Minha primeira temporada como guia, em NYC, com minha passageira preferida: minha prima!


Mas nas indas e vindas de interação social, tem uma cara-careta que as pessoas fazem que é digna de estudo antropológico: quando respondo qual é a minha profissão.

Se voce trabalha num meio de exatas ou biomédicas, talvez você não sinta tão na pele essa emoção, mas a galera de humanas sofre... Turismólogos, biblioteconomistas, sociólogos, dentre outros, apesar de terem formação universitária tão superior quanto aos outros colegas de canudo na mão, são normalmente a piada da mesa. E quando eu falo que trabalho com turismo, a frase sequencial é "Hum... que delicia! Você deve viajar muito!"

Sim, viajo. Viajo porque gosto, viajo como hobby mas definitivamente não viajo tanto a trabalho. Conheço engenheiros que viajam o ano inteiro. Médicos que não saem de convenções e conferencias. Mas eu mesma, normalmente viajo, mesmo que a trabalho, pouco - se comparado com outras carreiras. E detalhe: ja gostava, e ja viajava, antes - muito antes, desde sempre...

Muito antes de trabalhar com turismo, estava eu viajando em Buenos Aires, quando avistei o belíssimo prédio da faculdade de Direito...

Meu trabalho tem uma parte técnica também. Confesso que com a integração entre tecnologia e vida, hoje em dia, é difícil pensar num trabalho que não tenha uma parte técnica, especialmente conectada a informação. Mas o tipo de habilidade que o meu trabalho requer vai alem das tecnicidades: preciso de 1) criatividade; 2) habilidade de negociação; 3) muita, mas muita, disciplina. Apesar de ter um chefe, eu não sou gerenciada no meu dia-a-dia: faço o que eu achar que tem que ser feito. Recebo ordens de projetos específicos, e tenho prazos de entrega, mas como meu papel envolve desenvolvimento de produto, minha principal função é criar e conectar.

E eu tenho um titulo: sou gerente. De operacoes e desenvolvimento. Mas acho esse titulo uma bosta. Mas dado o fato de que algumas pessoas so vão atender o telefone ou responder meus emails se eu tiver um titulo relativamente importante, então, me deram esse ai.

Apesar da descrição total e completa em primeira pessoa, esse post tem mais a ver com duas reflexões: 

1) Títulos e carreiras: se voce pudesse ser/fazer qualquer coisa, qualquer uma, qual seria? O que você faria? Sabe quando você pergunta isso pra crianças, que não tem noção de status social, hierarquias, etc, e elas respondem "bailarina!", "astronauta!", "lixeiro", etc... Essa é a resposta mais genuína que podemos receber... Então, entra ai em contato com sua criança anterior... e pensa... de verdade: o que você gostaria de estar fazendo profissionalmente que te traria felicidade/prazer como se fosse um hobby?


2) Importancias: se voce não esta na sua carreira dos sonhos, se você todo dia trabalha e não esta feliz, o que esta te separando da vida que vai te trazer felicidade? E se você esta feliz, você esta feliz por que? O que é realmente importante pra você?


Pensem ai... Eu penso nisso com uma certa frequência, é dessas reflexões que nascem vontades de fazer cursos, escrever, mexer no jardim... mesmo que eu não mude completamente de profissão (ate porque, agora, não quero), tenho sempre os "colaterais" que me trazem muita alegria... E o negocio, no fim das contas, é ser feliz né?





segunda-feira, 24 de abril de 2017

O que aprendi na Tailandia



E nao é que fomos parar na Tailândia mesmo?

Na praia de Phi Phi, num dos muitos passeios a pé que fizemos com esse cenário...


Até agora estamos tentando assimilar a experiência que foi essa viagem, e quando comecei a escrever aqui, pensei em narrar a viagem assim como ela aconteceu... E apesar de termos conhecidos varias pessoais legais, termos dicas praticas boas, e podermos explicar tecnicamente vários pontos da viagem, o fato é que essa foi uma experiência muito além do entrar no avião com amigos e roteiro... Então, se voce esta esperando um post "guia", sinto desapontar, mas não sera esse...


Pronto! Uma foto de um mapa colorido pra nao desapontar muito as pessoas...

Em seu especial do Netflix, Trevor Noah fala que "viajar é o antidoto da ignorancia", e recomenda que todo mundo viaje muito. Eu sempre gostei de viajar, mas confesso que sempre visitei destinos "seguros", e apesar de ter um espirito (relativamente) aventureiro, eu sou rápida a me entregar a uma ideia de cruzeiro nas Bahamas ou all-inclusive resort no Mexico: a vida simplesmente fica mais fácil assim - essas são as viagens de férias que eu considero FÉRIAS.

Curtindo um "dolce far niente" em Cancun...


E ir pra Tailandia nao foram essas férias ai de cima: acordei cedo praticamente todos os dias, suei nas caminhadas, nos tuk-tuks, nos barcos, esperei em muito aeroporto (e porto), ficamos em hotéis semi-comfortaveis, tivemos que decidir o que comer (e onde comer) todos os dias 3 vezes ao dia... Enfim, essas coisas que quando voce esta de férias "pernas pro ar" normalmente voce não se preocupa...

Mas essa dinamica trouxe coisas boas. Muito boas. Umas delas foi que acabamos explorando lugares e tendo tempo para analisar algumas coisas com calma, que se estivéssemos no esquema resort-relax, não teríamos explorado. Exemplo: numa das esperas de aeroporto, resolvemos entrar numa farmácia. E foi ai que li (ou tentei ler) com calma os rótulos de muitos cosméticos que as asiáticas de maneira geral usam. 70% deles tem como objetivo clarear a pele. Os outros 30% são dedicados a evitar/tratar acne, envelhecimento e promover hidratação. Muitos deles contem ingredientes como veneno de abelha ou de cobra, muco de lesma (mucina), pérola, caviar...






Eu me senti MUITO segura. Apesar das ruas cheias nas grandes e pequenas cidades, da pobreza evidente, bem como diferenças sociais, o povo tailandês é muito educado, e a violência não parece ser uma realidade do dia-a-dia deles. Estivemos em festas com mais  de 50 mil pessoas, muito álcool e muita oportunidade para brigas. Não vimos nenhuma. As pessoas simplesmente parecem ter uma natureza pacifica. 

Estivemos nessa festa (Full Moon party em Koh Phangan)

E estivemos nessa festa (Songkran na Khao San Road, em Bangkok). ZERO CONFUSAO
Pelo que entendi, muito disso se deve a religião: a maioria dos tailandeses são budistas, e por isso, acreditam em karma - se voce fizer algo com alguém, bom ou ruim, o mesmo vai voltar pra voce... Interessante ne? Essa lição foi meio dura, porque sempre acreditei que um dos problemas de violência no Brasil era devido as injustiças sociais, mas como explicar a violência num contexto de pais que se diz religioso? A maioria esmagadora de brasileiros acredita em Deus e pratica uma religião crista... E os pecados? E as consequências de quem pratica a violência? Porque não pensamos da mesma forma que os tailandeses?



Outra coisa incrível: Conrado e eu nos conectamos nível oitavo-dam-faixa-preta-dupla. Não sei se era o fato de simplesmente não entendermos nada do que estava ao nosso redor (não so a lingua deles é outra, como o alfabeto também), e tudo ser novo e misterioso, mas alguma coisa aconteceu que clicou nas nossas cabeças e ficamos muito unidos. Mas sem forçação de barra: estávamos simplesmente curtindo as coisas juntos, meio que em piloto automático, e num dado momento percebemos quão conectados estávamos um com o outro. E notem que não estávamos no lugar mais romântico do planeta - sim, estávamos la pra um casamento, cercados de casais - mas os momentos onde a coisa veio a tona mesmo foram tão aleatórios e não-programados que acabaram chamando nossa atenção... Não tivemos nenhuma conversa profunda, nenhum momento de catarse, nada disso: parece que estávamos ambos presentes. Não estávamos focados no passado, nem no futuro. Estávamos ali. Naquela hora. Naquele momento. Juntos. Eu, que pratico yoga, tento meditar e sou familiarizada com a pratica de mindfulness fiquei boquiaberta com a naturalidade como as coisas aconteceram... O que aprendi: deixa vir. Deixa fluir... Nenhum esforço de concentração é necessário pra viver no presente...

Num dos muitos voos, apenas sendo felizes juntos...


Outras coisas que também foram aprendizados muito marcantes:

Elefantes
Nao so os elefantes que vimos, mas o simbolismo: o elefante esta em todos os lugares - cervejas, templos, souvenirs, tudo. As razoes são religiosas também, pelo budismo e hinduísmo, mas mesmo quem não sabe muito sobre eles, sabe isso: trata-se de um animal encantador. Um gigante de cara mansa. Um bicho que poderia destruir tudo se quisesse, a patadas, mas ao invés disso, se comporta pacifica e calmamente... Ja entenderam a lição né?

Lembrancinhas com elefantes que trouxemos para nossa casa...

E lembrancinhas para amigos...


Flores e cheiros
Eu sou chegada numa interação com a natureza, e reparo muito nas cores e cheiros. Na Tailândia, essas cores e cheiros são espetaculares. Você sente o aroma de jasmim ate nas zonas urbanas. Arvores de frangipani são tao comuns quanto castanheiras. Orquídea é mato: tem em todos os lugares. Eles usam muito incenso a base de sândalo, e colocam esses incensos acesos nos jardins e templos em frentes as casas, confundido um pouco nossos sentidos: de onde esse cheiro tao único vem? Não pode ser dessa flor! Não pode ser desse jardim! E ai voce vê a fumacinha e se da conta do incensinho queimando la no meio... Ao mesmo tempo, no mesmo passo que voce sentiu aquele cheiro maravilhoso, vem um cheiro forte de fritura ou de esgoto, e no proximo passo cheiro de flor novamente... Esse contraste me fez relembrar o quanto os contrastes são importantes: o que adianta sentirmos so cheiros deliciosos, sem termos conhecimentos dos cheiros ruins? Sem a dicotomia, não conseguiríamos apreciar - não conseguiríamos nem reconhecer! - o que é bom...



Sabores
A gente ja comia comida tailandesa aqui nos Estados Unidos, então não estávamos completamente despreparados: sabíamos bem o que pedir e o que comer. Mas como ja podíamos imaginar, a comida local tem um enoooorme diferencial - os ingredientes locais. Aqui, comemos tom kha ou pad thai deliciosos, mas na Tailândia... Os sabores são mais frescos, talvez porque alem dos ingredientes 100% locais e naturais, eles vem acompanhados da vibe local. Um fator super positivo: com minha dieta pescetariana eu me dei super bem, ja que por la não faltam frutos do mar e peixes, bem como o melhor tofu que ja experimentei, e muitas frutas deliciosas. A dieta deles é super balanceada, as pessoas tem aquela disposição em tempo integral que nós, comelões do ocidente, parece que estamos perdendo com nossas comidas envenenadas e em porções exageradas...

Tom Kha é essa sopinha a base de leite de coco... Normalmente feita com frango, eu pedia a minha so com vegetais ou com tofu...
E esse Pad Thai de camarão era meu prato básico: comi quase todos os dias.


E logico: frutas frescas... deliciosas!


Eu sei que nao estou fazendo jus a todas as coisas maravilhosas que vivemos, mas como falei no começo, essas são coisas que aprendi, que não sabia antes (ou tinha esquecido), mas que so vivi porque estive la, em primeira pessoa, sentindo essas sensações, tendo esses momentos... Minha única recomendação é: visite.





segunda-feira, 27 de março de 2017

Roupa de malhar USA






Ha muitas luas atras eu falei sobre a aventura de comprar meu primeiro biquini na America (se voce não lembra, clique aqui para o post).

O biquini da foto é um favorito, comprado aqui nos EUA (Victoria's Secret que, by the way, nem vende mais biquini...)
E nao sei bem a razão pela qual eu "pulei" o tópico de roupa de malhar, uma vez que o desafio lançando foi tao intenso quanto o do biquini...

O negocio é o seguinte: quando cheguei por essas bandas, vim com uma mala carregada de roupa de malhar do Brasil... Eu simplesmente AMO os modelos, estampas e tudo mais que diz respeito a moda fitness brasileira...

Como nao amar TODAS as roupas da Magia do Mar???? COMO???? 



E como sao roupas que duram, alguns anos se passaram ate que eu percebi que ia precisar comprar tops novos, leggings novas... E gente... Foi ai que bateu o desespero: aqui tinham umas coisas sem graça, so cores solidas (preto, branco, cinza e azul marinho - basicamente) e alem de tudo, elas também eram caras! 

Uns modelitos meio que de basquete, e marcas so Nike, Reebok... enfim, TENSO!


A Victoria's Secret tem uma linha M-A-R-A de roupas de malhar, porem, o problema é que é bem carinho... E tipo, não é a inovação das cores ou de modelos também não... Mas saiu na frente de muita gente com pelo menos uma coisinha mais feminina aqui e ali...

Bom, bom, muito bom! Mas com preços bem salgadinhos... :(


Dai que algumas vezes, pedi pra minha vo trazer as roupas fitness ou eu mesma fazia a rapa quando ia ao Brasil...


E esse modelito que a Ho mandou pra mim??? Lindo, divino ou maravilhoso? Tenho (e uso) ate hoje!!!

Nao sei se voces repararam, mas tudo isso foi escrito no passado... As opções ERAM ruins, os preços ERAM ruins... Gente, hoje em dia, voce encontra MIL modelitos lindos, lindos, lindos por essas bandas com preços não tao ridiculamente altos!


Sem contar que com coupons, e cartões fidelidade e outros truques, voce consegue renovar o guarda roupa de academia de vez em sempre!

Por isso, seguem abaixo algumas sugestões de lugares para comprar roupitchas de malhar na America que não vão quebrar a banca:


Aerie:

A Aerie é a linha de roupas casuais, beachwear e fitness da American Eagle Outfitters... Eles sempre tem umas coisas super fofas e com um precinho camarada...

Tipo, essa legging por $13.98USD...



Old Navy:

A Old Navy é a irma humilde da Gap e da Banana Republic, e confesso que acho a qualidade das roupas normais inferior a das irmas riquinhas, mas no que diz respeito a roupa de malhar... não tenho reclamações: as roupas duram e são baratinhas!

Elas sao mais basiquinhas tambem, mas as vezes a gente precisa de uma coisa menos espalhafatosa ne?

Yoga Outlet:

Essa foi uma descoberta daquelas! A primeira vista, pode parecer que eles sao meio carinhos... Mas eles sempre tem umas promoções dessa pague uma leve cinco, sabe? Bem intensas... difícil se controlar... E a qualidade das roupas é fora do comum!

Posso estar querendo todos?


Amazon:

Amigos, nao se enganem: a Amazon vai dominar o mundo meixxxmo! Eles tem de tudo, inclusive roupa de malhar... Eles vendem varias marcas, então fica fácil comparar e encontrar preço bom. Mas a razão principal de incluir a Amazon aqui é porque eu normalmente vou la pra comprar novelty tees,  que são aquelas camisetas com mensagens engraçadas... Adoro um bom humor!





GapFit:

Assim como a Old Navy, a Gap também tem uma linha dedicada as roupas fitness, e apesar de nem sempre eles terem os melhores preços, praticamente toda semana eles tem promoção de 40% off... Entao, acaba compensando... 






Fabletics:

Confesso que fiquei na duvida se ia listar a Fabletics ou não porque 1) eles sao um serviço de assinatura, tipo clube, que voce paga uma mensalidade e aplica o valor do pagamento para compra de roupas; e 2) porque eu ja assinei e inicialmente achei a qualidade das roupas meio abaixo do esperado... Porem, eu tive que dar o braço a torcer, porque o conjuntinho que eu comprei deles não so esta praticamente como novo ate hoje (e eu uso pacas!), como a variedade de peças é grande... Entao, recomendo... Mesmo não fazendo mais parte do clubinho...



E é isso! Agora vambora ficar com esse corpitcho de Kate Hudson????