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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Coluna Vinhos e Gastronomia - Nossa Gente - Edição 126 - O Valor do Vinho




Pessoal!!!

Acho que nao precisa nem dizer que boa parte do sumiço é devido, 1) ao furacão Irma, 2) as celebrações de aniversario (viva eu!).

Mas nao podia de deixar registrado aqui, nosso mais recente artigo para o Nossa Gente, que esta bem reflexivo... 



Para ler a matéria, clique aqui.
Cheers!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O que te tira do buraco?




Sabe aqueles momentos que falta vontade pra tudo, que qualquer pedra no caminho parece ser uma falésia incontornável?

Pois é... to nessa...

Nao é aquela depressão profunda, mas ta batendo uma frustração, um bode pra tudo e todos...

Nessas horas, eu tento buscar aconchego nas coisas que sempre me ajudaram a sair do buraco: musica, livros, belezas...

Alias, eu tenho esse "label" aqui no blog - belezas. É assim que me refiro as coisas que inspiram e me animam e me fazem sorrir. Natureza? Beleza! Loja de decoração e de moveis? Belezas! Duquesa? GRANDE BELEZA!


Por-do-sol em Ko Pha Ngan? Grande "Grande Beleza"...


Com esse enfoque, e não querendo abandonar o blog, me esforcei pra vir aqui e dividir uma Grande Beleza - que é o poeminha abaixo:

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E - ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...  

Mario Quintana




E voce? O que te tira do buraco?





terça-feira, 6 de junho de 2017

No radar: The Leftovers





(***Antes de começar  queria avisar que esse post NAO contem spoilers - podem ler tranquilos***)



Precisei correr aqui pra falar sobre The Leftovers - a serie fantástica da HBO, dos mesmos criadores de Lost, que acabou nesse domingo.

Foram apenas 3 temporadas, 28 horas de muita doideira "a la" Lost: referencias religiosas, ocorrências fantásticas, e lições e mais lições sobre a natureza humana - sobre como lidamos com nossas emoções em situações extremas e inesperadas.

Eu acompanhei Lost, do começo ao fim, e fiquei sim desapontada com a forma como terminou - não porque eu queria explicações detalhadas, mas porque acho que os criadores focaram muito na historia que eles ja tinham na cabeça e esqueceram que o publico não estava ali, dentro da cabeça deles também, entendendo todas as opções e acontecimentos que cercavam os personagens principais.

Enfim, a serie acabou, ficamos todos a ver navios, alguns mais #chateados que outros, mas assim é a vida... 

Então, começou o Leftovers - e eu me recusei a assistir ate que... o momento chegou: eu liguei a TV num daqueles fins de semana que não queremos pensar em nada, so relaxar, e pronto - rolou aquela conexão.

Em algumas semanas, assisti TUDO (!!!), pensei, repensei, teorizei, pesquisei, e enfim, senti todos os sentimentos que são legais de sentir, mesmo que so de vez em quando. Não que a vida real não traga esses sentimentos a tona, mas é que as vezes estamos cercados de noticias de política, economia, terror, sociedade, etc que ignoramos todas essas outras coisas que moram dentro da gente, que são tao antigas quanto a vida, porque se voce esta vivo, voce sente essas coisas. Voce sente angustia, amor, medo, felicidade, etc, não so porque voce esta reagindo as noticias do mundo, mas por causa de coisas que acontecem com voce, e diretamente, a voce: perder algo ou alguém, beijar um beijo apaixonado, encarar um silencio mais prolongado, enfim... entenderam né?

Nao quero ser muito poética... so dar uma dica, uma dica quente: se voce curte sentir esses sentimentos assim, de vez em quando (ou sempre), tai uma historia que vai te emocionar...  

(e a trilha sonora é uma espetáculo a parte!)






terça-feira, 9 de maio de 2017

Forever on vacation








Vir morar nos Estados Unidos foi realizar um sonho: sempre que vínhamos para ca, eu idealizava essa vida de parques da Disney, compras em outlet e férias eternas que, obviamente, não necessariamente condizem com a realidade. Mas isso não quer dizer que, de uma forma ou de outra, acabamos vivendo constantemente de férias... Enumerei algumas razoes por que me sinto assim:

1) Paz
Sempre que conversamos com amigos, temos essas noticias cabeludas do Brasil, de pessoas que sofreram atos de violência: assaltos, sequestros ou até mesmo, assassinatos. Isso, por si so, ja nos deixa extremamente tristes, mas existe a outra violência, meio que indireta: a de estar sempre atento para que nenhuma dessas coisas aconteça. Sao prédios com porteiros e portas de garagem modificadas para segurança, cameras por todas as partes, olhar varias vezes ao seu redor antes de entrar no carro, sair do carro, ir ao banco, sair do banco, ir na padaria, sair da padaria... Eu sei que a gente se habitua, mas não deveríamos. Esse é o tipo do costume que eu não faço questão de ter mais na minha vida... Ter essa paz me da uma sensação de "descanso" - bem parecida com aquelas férias despreocupadas na beira da praia ou num friozinho da montanha...



2) Tempo
Eu sei: tempo passa igual pra todo mundo. Mas aqui, por causa de umas praticidades do dia-a-dia a gente acaba tendo mais tempo. Seja porque as estradas são melhores, e voce chega do ponto A a B mais rapidamente; seja porque os supermercados tem opções ilimitadas com preços justos; enfim, como falei inicialmente, sei que o tempo passa igual em todos os cantos, mas a gente simplesmente consegue fazer mais coisas. Quem ja veio aqui, sabe a alegria que é chegar no Walmart e fazer compras - de eletrônicos, cosméticos, roupas ou qualquer outra coisa - a qualquer hora. Pra quem é capixaba, isso tem um peso ainda maior, ja que o comercio não abre aos domingos e feriados, limitando os horários para conseguir fazer coisas básicas...  Sabe quando a gente esta de férias, sem pressa, e tem a oportunidade de ir comer tarde, ou ficar "na rua" batendo perna, vendo vitrines, sem se preocupar com a hora? Pois é...




3) Dinheiro
Na mesma categoria de tempo - dinheiro é dinheiro. A diferença é o que o dinheiro pode comprar aqui é diferente do que o dinheiro compra no Brasil: voce não precisa de uma renda ridiculamente absurda pra ter o carro do ano, uma casa nova, uma vida digna... Claro, muito da questão financeira depende de cada um, porém não é justo que no Brasil voce compre uma garrafa de vinho 300% mais cara que a mesma garrafa aqui... Ter um orçamento é parte das férias (pelo menos, das nossas férias - não temos fundos ilimitados!) - e viver aqui, parece um pouco isso: sei exatamente quanto as coisas custam, custaram e vão custar... Da pra se planejar e gastar, sem medo...



4) Diversão
Ok, o Brasil é bem divertido. Em Vitoria, tive alguns dos fins de semana mais divertidos da minha vida - desde participar de enduros de aventura, passear de barco, encontrar com amigos no Abertura e por la ficar horas e horas e horas... Mas aqui também fiz muitas dessas coisas (menos Abertura rs): participei de meia-maratonas e outras corridas lindas e divertidas, passeio de barco (uns ate bem grandiosos, desses que da pra dormir dentro enquanto conhecendo as Bahamas, Grand Cayman, Mexico...) e, fora os parques da Disney, Universal e outros... Lógico, não é o estilo de todo mundo, mas pra quem gosta, isso aqui é o paraíso. Mas o mais louco, é que essas atividades não são raras ou sazonais - são coisas que podemos fazer sempre, e isso da um gostinho especial...

Muitas dessas coisas, tem a ver com o estilo de vida, mas entre os itens e razoes acima, e os passarinhos cantando no meu quintal, eu pessoalmente me sinto constantemente de ferias.












sábado, 29 de abril de 2017

Títulos, carreiras e importancias




Quando cheguei na América e resolvi abandonar a carreira jurídica, muita gente me questionou - tipo, muita. Eu estava fresquinha do meu mestrado na Italia, com um ano e quebradinhos de experiência como professora de ensino superior, e um mundo de possibilidades de carreiras, especialmente acadêmicas... Mas não quis nada disso: virei as costas, e não olhei mais pra trás.

Formatura de Letras - porque eu ja queria fazer varias coisas ao mesmo tempo desde sempre.


E aqui, comecei a trabalhar integralmente com turismo. E me apaixonei. Acho que todo mundo sabe disso - e vê, hoje em dia, que eu estou feliz com a escolha profissional que fiz.

Minha primeira temporada como guia, em NYC, com minha passageira preferida: minha prima!


Mas nas indas e vindas de interação social, tem uma cara-careta que as pessoas fazem que é digna de estudo antropológico: quando respondo qual é a minha profissão.

Se voce trabalha num meio de exatas ou biomédicas, talvez você não sinta tão na pele essa emoção, mas a galera de humanas sofre... Turismólogos, biblioteconomistas, sociólogos, dentre outros, apesar de terem formação universitária tão superior quanto aos outros colegas de canudo na mão, são normalmente a piada da mesa. E quando eu falo que trabalho com turismo, a frase sequencial é "Hum... que delicia! Você deve viajar muito!"

Sim, viajo. Viajo porque gosto, viajo como hobby mas definitivamente não viajo tanto a trabalho. Conheço engenheiros que viajam o ano inteiro. Médicos que não saem de convenções e conferencias. Mas eu mesma, normalmente viajo, mesmo que a trabalho, pouco - se comparado com outras carreiras. E detalhe: ja gostava, e ja viajava, antes - muito antes, desde sempre...

Muito antes de trabalhar com turismo, estava eu viajando em Buenos Aires, quando avistei o belíssimo prédio da faculdade de Direito...

Meu trabalho tem uma parte técnica também. Confesso que com a integração entre tecnologia e vida, hoje em dia, é difícil pensar num trabalho que não tenha uma parte técnica, especialmente conectada a informação. Mas o tipo de habilidade que o meu trabalho requer vai alem das tecnicidades: preciso de 1) criatividade; 2) habilidade de negociação; 3) muita, mas muita, disciplina. Apesar de ter um chefe, eu não sou gerenciada no meu dia-a-dia: faço o que eu achar que tem que ser feito. Recebo ordens de projetos específicos, e tenho prazos de entrega, mas como meu papel envolve desenvolvimento de produto, minha principal função é criar e conectar.

E eu tenho um titulo: sou gerente. De operacoes e desenvolvimento. Mas acho esse titulo uma bosta. Mas dado o fato de que algumas pessoas so vão atender o telefone ou responder meus emails se eu tiver um titulo relativamente importante, então, me deram esse ai.

Apesar da descrição total e completa em primeira pessoa, esse post tem mais a ver com duas reflexões: 

1) Títulos e carreiras: se voce pudesse ser/fazer qualquer coisa, qualquer uma, qual seria? O que você faria? Sabe quando você pergunta isso pra crianças, que não tem noção de status social, hierarquias, etc, e elas respondem "bailarina!", "astronauta!", "lixeiro", etc... Essa é a resposta mais genuína que podemos receber... Então, entra ai em contato com sua criança anterior... e pensa... de verdade: o que você gostaria de estar fazendo profissionalmente que te traria felicidade/prazer como se fosse um hobby?


2) Importancias: se voce não esta na sua carreira dos sonhos, se você todo dia trabalha e não esta feliz, o que esta te separando da vida que vai te trazer felicidade? E se você esta feliz, você esta feliz por que? O que é realmente importante pra você?


Pensem ai... Eu penso nisso com uma certa frequência, é dessas reflexões que nascem vontades de fazer cursos, escrever, mexer no jardim... mesmo que eu não mude completamente de profissão (ate porque, agora, não quero), tenho sempre os "colaterais" que me trazem muita alegria... E o negocio, no fim das contas, é ser feliz né?





quinta-feira, 30 de março de 2017

Apos 100 dias...





Como eu fiz uma semi-analise do que achava que ia acontecer com o Trump no governo, achei que era uma boa fazer um follow up agora que temos mais de 100 dias dele como presidente, e bem, as "coisas" estão vindo a tona...

Primeiramente, quero lembrar que o "tema" do meu post foi "KEEP CALM", no sentindo, vamos confiar no poder do Estado como um todo, na divisão e no equilíbrio dos poderes, e na representatividade do povo. Essas eram as premissas do meu post. 

E agora, vejamos as enrascadas que o Trump se meteu nos seus primeiros meses de governo:




1) Pra quem nao sabe, esta rolando uma grande polemica sobre a influencia da Russia no resultado das eleições americanas, e o negocio esta feio: vários aliados e representantes do Trump estao se enrolando na hora de dar explicações para o FBI, e alguns ja ate "se retiraram" de suas posições mediante as acusações de conluio com os russos... E gente, independente se houve ou não apoio da Russia, da China, do Timor Leste, não interessa o pais: se o estado é democrático, influencias externas são um problema, não interessa a instância do governo, mas principalmente numa eleição presidencial... Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, mas definitivamente teremos (MUITO) mais sobre isso - e eu ouso a dizer que esse sera o tema que vai derruba-lo do governo (caso isso venha efetivamente a acontecer).





2) O Obamacare é basicamente uma lei que determina que todos os americanos tem que ter plano de saúde. Ponto. Não tem mais essa de ficar sem plano de saúde - e como os planos são caros, mesmo quando o seu empregador "patrocina" parte do pagamento (não conheço um empregador americano que pague 100% de cobertura), o que a lei do Obama determinou foi que todos tivessem um plano E com isso, eles também disponibilizaram planos mais em conta - caso voce se enquadre em determinadas categorias, que analisam a area onde voce mora, condições econômicas, enfim, eles tornaram o acesso aos planos de saúde algo possível para todos americanos - coberturas com valores plausíveis para todo mundo, do rico ao pobre. O que os republicanos como um todo fizeram, desde que o Obamacare foi instaurado foi brigar CONTRA, por uma serie de razoes, algumas ate acertadas. E o Trump, como candidato republicano, juntou-se ao trem do "vamos derrubar o Obamacare" e substituir por um plano melhor, inclusive mais acessível. Essa foi a promessa de campanha e MAIS: ele falou que seria algo a ser feito imediatamente após a entrada dele na Casa Branca... Sabem o que aconteceu? Nem os republicanos puderam dar suporte ao plano de saúde sugerido pelo time do Trump (Trumpcare), de tao bizarro e sem noção: acabou saindo um plano mais caro e que não faz sentido nenhum. Morreu antes mesmo de ser votado... Oooooooops.






3) Ta rolando uma ressaca dos eleitores do Trump... Tem ate um tweet account so sobre isso... A gente, brasileiro, escolado no tema de politicos que prometem e não cumprem, fica meio que com pena da galera daqui que, gente, é inocente mesmo, acreditam nas coisas... E vários dos "Trump supporters" estão super arrependidos, ate porque eles estão se ferrando - o imigrante que apoiou o Trump que esta sendo deportado, o cara mais pobrinho que vai perder sua cobertura medica caso um plano como o Trumpcare passe, a quantidade de oligarcas que ele colocou no poder, a promessa de construir o muro (a custo dos mexicanos) e agora a realidade que para bancar o muro ele vai ter que taxar (americanos) pelos produtos mexicanos (!!! ) e enfim, essas promessas bizarras que a gente sabe que não serão cumpridas...


Tem outras coisas acontecendo também, mas queria simplesmente apontar essas 3 pra não ficar um post chato... So queria mostrar que sim, continuamos (e continuaremos) acompanhando de perto a política, e ficaremos antenados nas cenas dos próximos capítulos, e enquanto cidadãos, vigiando o estado democrático de direito...

quinta-feira, 16 de março de 2017

Love yourself




Ontem gravamos um video pra uma matéria do Folha Vitoria (para le-la, clique aqui), e eu fiquei abismada com o tamanho das minhas bochechas!


Síndrome de Fofao, é isso mesmo?



Eu sempre fui bochechuda (e tenho espelho em casa), mas no video, talvez pelo angulo da filmagem, meio de baixo pra cima, o negocio ficou ainda mais ampliado...


Esses dentinhos... melhor que a bochecha!


O fato é que não importa quanto eu malhe, as bochechas permanecem ali, rechonchudas... E eu ja emagreci a ponto de emagrecer ate as bochechas, mas isso tem tempo e nem sei mais se seria possível atingir tao feito a essa altura do campeonato...


E acima de tudo: eu não sei se eu quero.


A situação é a seguinte: eu estou sim fazendo uma dieta especial, mas que tem muito pouco a ver com a ideia de perder peso. Quando decidi virar pescetariana foi uma escolha de saúde e filosófica: saúde porque cortaria frangos e carnes que tem muito hormônio, antibióticos dentre outros tratamentos químicos que não são bem vindos; e filosófica porque se eu não tenho coragem de matar, eu não deveria comer... (tem mais razoes filosóficas, mas ficaremos com essa razão apenas que é a principal)



E tem saído uns pratos gostosos...

Apesar d'eu ajustar a dieta constantemente para assegurar que esta balanceada, eu não me preocupo tanto com o numero de calorias, porque acredito que se a dieta estiver balanceada, as calorias por consequência, também estarão. Por exemplo, na refeição da foto tenho meu carboidrato vindo do arroz, a proteína do peixe e vitaminas A, B6, C, K e um monte de biotina, dentre otras cositas mas do tomate. Ah, mas tomate tem muito açúcar. Arroz é muito calórico... blábláblábláblá.... Sim, tem também outros pontos que devem ser levados em consideração, e é por isso que eu citei a questão da dieta ser balanceada. Eu não estou ignorando a contrapartida dos alimentos que estou consumindo, so tenho tentado atingir um equilíbrio que vai beneficiar não so meu corpo, como também, minha cabeça...


E ai sim entra a polemica do meu ponto de vista: eu nao sou magra. Nunca fui. Eu não estou aqui pleiteando uma dieta ou uma forma de vida pra quem quer emagrecer. Minha opinião aqui é simplesmente para ilustrar o tema do amor próprio... 


Por muito tempo, eu acreditei que eu precisava ser de um certo jeito, ter uma certa aparência, um certo conteúdo, pra ser aceita, amada, querida. E a grande verdade, é que isso não é uma parada que vem da mídia, das modelos, do alem: muitas vezes, vem de casa, dos amigos, de gente que a gente confia e gosta. Os parâmetros de beleza que todo mundo reclama que são impossíveis, são alimentados por quem os consomem. Quem vende simplesmente ajusta o marketing pro mercado... 





E nao é que eu esteja de braços abertos pra qualquer formato que meu corpo tome: não estou. Eu malho pra xuxu, tento comer relativamente bem e não quero sobrepeso. Mas hoje em dia, o meu foco, é saúde. Então  se meus exames estão voltando supimpa, o numero da balança fica sendo apenas um colateral, e o formato do corpo - e das bochechas - é apenas isso - o formato... Eu aprendi a não me torturar pra querer ter shape de modelo de Victoria's Secret...


Sim, eu também acho que as vezes eu sou parecida com a Adriana Lima, afinal ela também tem bochechas...  Mas o resto... quanta diferença... e ta tudo bem. Ela é ela, eu sou eu ;)


Sim pessoal, porque fora as dietas malucas, os riscos de saúde que ja corri querendo ser fininha, dentre outras desventuras, tem ainda o fato de que a maioria das mulheres não esta satisfeita com o próprio corpo. Simples assim. As modelos, as atrizes, as reles seres humanas, todas, estamos sempre correndo atras de um prejuízo inexistente, de uma missão impossível de ser uma outra coisa que não é factível.


Exhibit A: olha a "sosia" ai saindo da academia... A luta é diaria!
E apesar de achar que eu estou muito longe de me livrar desses ideais impossíveis (vide a minha critica na primeira foto das bochechas gigantes), hoje em dia eu pelo menos paro, penso e tento tratar dessas celeumas com bom humor...

É preocupante pensar que assim que vi o video lembrei que no Brasil tem uma onda de bichectomias acontecendo... E também lembrei que o Brasil é recordista de cirurgias plásticas, com tantas lipos e implantes de silicone... Não acho que isso seja muito normal... Não é todo mundo que precise disso... E se voce fez, quer fazer, ou assim como eu, ja cogitou a hipótese, eu quero deixar claro que não tenho NADA contra. Se voce quer ter um certo corpo, e é isso que vai te deixar feliz, vai fundo.

Mas o lance é exatamente esse: SER FELIZ.

E ser feliz vai alem do visual... Vai alem de padrões ou ideais ou delírios de se parecer com uma supermodel... Eu nao sou infeliz por causa das minhas bochechas, então  de cara, ja cortei a hipótese de cirurgia... O susto ficou mais porque elas não refletem a imagem da capa das revistas, ou mesmo, do rosto da maioria das minhas amigas... 

Porem, hoje, isso pra mim não é problema. To de boa. To me amando.



sexta-feira, 3 de março de 2017

Eu vim do lixo





Quando eu era criança, bem pequena, meus pais falavam que me acharam no lixo. Acho que devia ser algum mecanismo pra me obrigar a fazer alguma coisa... Tipo, "o homem do saco" ou "a cuca"... 

Vcs lembram do Sujismundo? Eu assistia aos slides (!!!), e quando meus pais falavam que eu vim do lixo, eu so pensava nele... todo fedorento, no meio da porcaria...



Mas eu lembro que quando eles falavam que eu vim do lixo, era um negocio que me deixava triste: era so eles falarem que me acharam no lixo, e pronto, eu ja queria chorar... 
(E ate onde eu sei, eu nem era muito chorona!)


Mas a real reflexão sobre isso é que as vezes eu sinto que vim mesmo de outro lugar... Lógico que tenho semelhanças com meus pais - eu tenho traços de personalidade dos dois, e sou claramente o ctrl+c, ctrl+v do meu pai:

Alguma duvida?


Enquanto crescia, eu tive muito input dos meus pais: dos valores ate o que eles comiam, como se vestiam, como falavam, os lugares que frequentavam, etc... Mas como estudei em escola integral, eu convivia mais com meus coleguinhas e professores do que com eles. E durante a infância e adolescência as diferenças não se materializam tanto, porque voce ainda esta no reino "pai e mãe" (ou so mãe, ou so pai, ou avos)... Elas certamente se manifestam, porem não se concretizam... 


Movida a Legiao Urbana, Antonio Banderas e espinhas...



Mas o afastamento fisico durante a fase formativa, e depois o sprint que eu fiz na transicao da vida adolescente pra adulta, acho que causou praticamente um abismo entre eu e eles: hoje em dia, eu sou uma pessoa praticamente OPOSTA a quem meus pais são como adultos.




Vale aqui um esclarecimento: sim, a gente se da muito bem. Sim, temos muitas semelhanças  Sim, é possível que vcs ja tenham visto varias fotos das nossas aventuras em familia, o que nos faz parecer a familia firim-fim-fim mais fim-fim que voce ja viu. 




Sim, meus pais moram na casa ao lado da minha


Nossas casas, na epoca da construção: não foi uma coisa casual não... foi planejado pra ser assim mesmo...

Mas isso não quer dizer que os comportamentos, gostos, vontades, savoir-vivre são os mesmos... Nos somos muito diferentes. Emocionalmente, comportamentalmente, socialmente, cosmicamente...


Hoje, bem grandinha, considero que quando minha mãe tinha a minha idade atual ela ja tinha 2 (!!!) filhos: eu com quase 15 anos, prestes a entrar na faculdade, e meu irmão com 10... Eu não penso em ter filhos... do tipo, não quero. 


Meus pais mal bebiam uma cervejinha. Pra não dizer que não bebiam nada, papai tomava um whiskynho a noite. Eu sou sommelier boemia e o consumo de álcool é parte da minha vida profissional e do meu lazer. 

Não sou de negar uma bebidinha doce...


Eu vivo em ritmo de festa, estilo se-joga-no-mundo, vamos-gastar-depois-a-gente-da-um-jeito, o-que-sera-que-tem-ali, etc; e ja meus pais, well, eles so vão no certo. Programado. Menos arriscado. Conservador. Again, não é que eles não vivam as aventuras deles e que eu seja irresponsável, mas no fim das contas, a percepção pode ser mais ou menos essa mesmo... 

Eu gosto de estar num show de rock no meio de 40 mil pessoas...


Enfim, posso listar nossas milhões de diferenças - que so aumentam a medida que vou ficando mais velha... Mas é a primeira vez, em 3 décadas e meia de vida, que chegar a conclusão de que sim, talvez eu tenha mesmo  vindo do lixo is ok by me... Não me da vontade de chorar. Aprendi que ser diferente, meio fora da forma, ta beleza também. O clichezao do dia, ta mesmo valendo: o importante é ser feliz... 


From the trash, with love... 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OJ e a questão racial





Gastamos o fim de semana assistindo o American Crime: OJ Simpson, da FX, e claro, ficamos intrigadissimos...



Acho que é seguro dizer que, hoje em dia, todo mundo a maioria das pessoas acha que o OJ é culpado pelas mortes da Nicole e do Ron... Eu sei que na época do julgamento, a questão racial teve um peso enorme, especialmente se levada em consideração a opinião publica que dividiu os EUA em negros (que o consideravam inocente) e brancos (que o consideravam culpado), dado o clima tenso com os atos (excessivos) da policia na época...

Porem...

Fiquei #chateada ao me dar conta que, muito alem de OJ, a questão racial não encontrou solução pacifica nos anos posteriores, e ate hoje, se vive essa divisão (e tensão) por causa de possíveis/potenciais disparidades de julgamento da policia em confrontos com negros... E o problema é que, no caso do OJ, a cor da pele talvez tenha ajudado a inocentar um criminoso - agora sim, condenado e preso, mesmo que por outro crime, mas enfim... O fato é que quem realmente sofre injustiças raciais raramente consegue uma vitoria como a de OJ...




Vide o caso do Eric Garner. Pra quem não sabe, numa tarde de 2014, Eric Garner foi abordado por um policial que o acusou de estar vendendo cigarros avulsos sem licença fiscal, na rua. Ao reclamar da abordagem, o policial em questão tentou colocar os braços dele pra trás, provavelmente para algema-lo, e quando Eric resistiu, o policial o prendeu num "chokehold" (uma "gravata"), por uns 15 a 20 segundos. Eric morreu por consequência de tal ato. Ele tinha complicações de saúde, estava acima do peso, etc, mas se não tivessem preso ele nessa gravata, ele não teria morrido. Simples assim. Eric era um cara grande, 1.91m, 160kg, mas considerando o possível "crime" que ele estava cometendo, a violência policial foi totalmente em descompasso. Alem do mais, dar uma "gravata" num suspeito é algo PROIBIDO pela policia. Ou seja: tudo errado.

Ah sim: Eric era negro, o policial, branco.





Assim como Eric Garner, alguns outros nomes estão na ponta da lingua de muitos americanos: Walter Scott, Freddie Gray, Tamir Rice, dentre outros... Todos casos de violência policial excessiva - casos reais, com provas e tudo. E isso nos ultimos 2, 3 anos... nada do tempo do OJ não... Triste ver que essa ainda é a realidade... Triste perceber que a "justiça" so serve um ou outro privilegiado pelo dinheiro e/ou fama... 

PS.: No caso do Eric Garner, em instancia cível   o estado de Nova Iorque foi sentenciado a pagar 5.9 milhões a familia... Em instancia criminal, o policial foi inocentado... :( 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Relax






Estou acompanhando os acontecimentos no Espirito Santo, e entre a onda de violência e a sensação de que as coisas não melhoram (nunca), da pra perder um pouco a alegria de viver... Como minha familia sempre esteve envolvida na area de segurança, saber que o potencial para algo assim acontecer (na escala que esta acontecendo) sempre foi um fato sabido na nossa casa. Mas isso não soa como novidade para nenhum de nos: sabíamos que nas periferias a coisa sempre esteve tensa... A diferença é que não chegava na area onde vivíamos da forma como chegou agora... Apesar de ser normal ouvir sobre sequestro relâmpago, assaltos, e ate um ocasional assassinato nas vizinhanças mais nobres de Vitoria e Vila Velha num fim de semana, isso não era nada se comparado com o que acontecia na Serra, Cariacica, Viana no mesmo período de tempo...

Enfim, o fato é que agora esta todo mundo trancado em casa: o comercio esta fechado, as escolas não estão funcionando, etc... E não é legal alimentar o medo: apesar da terrível realidade, o melhor é  manter a calma, mentalizar um mundo melhor, pensar no que (NOS) podemos fazer (individual e coletivamente) para mudar essa realidade...

Existe uma expressão em ingles chamada "cabin fever" que traduz-se com a idea de que as pessoas que ficam muito tempo confinadas, as vezes ate se adoentam, porque estão em espaços limitados, sem poder sair... E se as coisas ja estão ruins do jeito que estão  ainda por cima ficar doente não seria legal...



Eu, que sou chegada numas praticas zen, estou com Frankie e digo: relax



Não relax no senso "deixa pra la". Mas relax no sentido "mantenha a calma", "mantenha o foco", "mantenha o centro".

E o que fazer para RELAX??? Well, segue uma listinha de coisas que acho que ajudam:


1) Ouça musica

Eu sei que nem toda musica propicia um relaxamento profundo (alo alo Iron Maiden!), porem existem varias trilhas sonoras que te ajudam a respirar, que tiram sua mente das incertezas do momento... E não estou falando so de Enya, Yanni, e musicas de meditação não... Tem muito MPB do relaxamento por ai... Chorinho por exemplo: eita sonzinho bom pra deixar a mente vagar... Eu sou fa incondicional da trilha sonora do Amelie Poulain: fica na minha categoria "musica que deixa tudo mais fácil"

Claro, e quem sabe, faz ao vivo: pega sua viola (ou outro instrumento musical que vc saiba tocar) e deixe rolar!

Uma favorita da trilha sonora de Amelie



2) Alongue

Eu poderia simplesmente colocar "pratique yoga". Porem muita gente se perde no conceito da pratica, então vou dizer simplesmente: alongue. Estica e puxa: em pe, tente colocar a mao nos pés. Respire fundo enquanto em pe, expire quando for tentar abaixar... Va tentando chegar mais longe... Colocar toda a palma da mão no chão... Não é fácil. Ou simplesmente, renda-se a pratica:




3) Jogue um jogo

Se eu pudesse, passaria varias horas do dia "brincando". Adoro uma trivia, um quebra-cabeça, jogo de tabuleiro... Se voce não tem NADA em casa, da pra fazer uma a-de-do-nha com papel e caneta. Ou da pra baixar aplicativos de jogos no celular (como o TESTA ME). Ou se voce tiver aquele quebra-cabeça de duas mil pecas esperando uma oportunidade, well, voila! Chegou a sua vez!





Outras atividades, técnicas e opções, existem. Essas 3 são  normalmente as minhas primeiras escolhas quando preciso descansar a mente, e prepara-la para outras coisas que vão exigir de mim atenção e foco. E não se enganem: após essa "tempestade", muitas mudanças terão que acontecer, e elas dependerão dos esforços de cada um... Mas enquanto esse momento não chega, just breathe...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Os primeiros 10 dias...




E Trump é o presidente americano ha 10 dias. 

Dentre outras coisas, o pior ate agora definitivamente foi fechar o pais para refugiados e imigrantes de certos países muçulmanos.

Eu fico #chateada porque muito rapidamente ele esta radicalizando numas coisas que teriam que ter um freio, um controle do congresso, do legislativo de maneira geral... Porem ao mesmo tempo fico feliz porque 1) quanto mais cedo ele pirar, mais cedo nos veremos livres dele (ou da maluquice dele), 2) as pessoas estão reagindo e não deixando passar em branco a indignação e o descontentamento com essa forma de governo.

E digo "forma de governo" porque forma de pensamento é outra coisa: somos livres para pensarmos o que quisermos e termos nossas opiniões particulares sobre como lidar com o mundo. Mas no âmbito publico é preciso ter comedimento e deixar as vaidades de lado... Eu discordo profundamente do que ele esta fazendo, mas entendo o apelo que isso tem em certos meios mais, ahn, digamos, "brancos" aqui nos EUA... Mas os protestos e o desconforto geral mostram que essa não é a opinião de todo mundo, e isso me da um certo alivio e enche meu coração de esperança.

Como imigrante que sou, quis fazer minha parte com esse post, e escolhi alguns dos melhores cartazes de protesto que achei por ai:










There is hope...

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Glamour Brasil



Gente, confesso que nao sou uma leitora assídua de Glamour, mas como eu conheço a Mariana Xavier pessoalmente e acompanho o trabalho dela (com orgulho que não cabe dentro do corpo), eu fui ler a matéria sobre ela na Glamour que saiu uns dias atras (para conteúdo completo clique aqui), e PIPOU!!! Uma das coisas mais incríveis e, infelizmente, raras de acontecer na mídia, aconteceu com a Glamour: 

eles se retrataram!

E nao foi um pedidinho de desculpa qualquer, nota de rodapé ou algo do género não: foi um pedido de desculpa no meio  do texto, deixando bem claro o vacilo ideológico deles... Ah sim! Porque não foi um errinho sintático ou de edição não... Vejam com os próprios olhos:

A atriz foi sincera ao dizer que o movimento Gordelícias surgiu por causa de uma matéria publicada na Glamour, em 2013. "Infelizmente, não era uma boa matéria. Em tom de brincadeira (mas de péssimo gosto), o texto sugeria, entre outras coisas, que pessoas com sobrepeso se enterrassem na areia. Na época, isso me chocou, me revoltou. E a minha forma de responder foi chamar Fabiana Karla, Cacau Protásio e Simone Gutierrez para se juntarem a mim numa campanha contra a ditadura da estética e pela democratização do verão. Vocês sabem no que deu", contou ela.

"Acho difícil que vocês queiram citar esse episódio porque depõe contra a revista, embora eu ache que seria incrível uma publicação admitir sua evolução de pensamento... Afinal, olha eu aqui, tendo espaço no mesmo veículo. Aleluia, irmãos! Novos tempos! [risos]."

(Nota da Glamour: Erramos e pedimos desculpa. A gente foi infeliz nessa colocação. Aproveitamos para reforçar que a Glamour ama a diversidade)

Achei isso fenomenal, deu uma sensação de renovação e esperança maior do que eu posso descrever, e por isso resolvi colocar aqui no blog: esse é o tipo do comportamento que tem que ser aplaudido de pé! Fiquei maravilhada com a capacidade da Mari de ser honesta na entrevista, e encantada com o comprometimento da revista em passar a verdade verdadeira, mesmo que desfavorável a eles próprios... Demais!